LISTEN TO OUR MUSIC
"Quando me chamaram pra fazer o projeto Novo Canto, falaram no nome do Dan. Ouvi o CD e fiquei bastante impressionado. Melodias, letras... eu disse: Topo!" Nando Reis
"Salve Dan Nakagawa! Gostei da sua música, delicada sem perder a vitalidade. Gostei dos arranjos, composições e seu vibrato. Bem bacana, parabéns!" Lulu Santos
"Suas canções fazem um bem. Provocam prazer, desencadeiam eterna-moderna-adolescente adorável, felicidade" Jorge Mautner
MpopB Elegante e Urgente, por Antonio Carlos Miguel
Conheci Dan Nakagawa através de amigos comuns e logo fui conquistado por sua postura de, como naquela canção de Lulu, "gente fina, elegante e sincera". Antenado tanto à modernidade quanto aos clássicos, culto sem ser pedante, relaxado sem ser superficial, Dan é um paulistano cosmopolita, zen e pop. Só lá pelo nosso terceiro encontro, no entanto, ele me disse ser cantor e compositor. Só lá pelo nosso terceiro encontro, no entanto, ele me disse ser cantor e compositor. "Gostaria de ouvir", comentei, protocolarmente e sem expectativas, vacinado que estou por décadas no outro lado da ponte como jornalista especializado em música. Dias depois recebi um CD-demo que já trazia o embrião desse disco que agora tenho o prazer de apresentar e que me soou como agradável surpresa! Dan transita no pop, mas com referências que vão dos sons eletrônicos ao psicodelismo e à MPB. Ou seja, Música Pop Brasileira. Neblina do samba, na abertura do disco e com participação da cantora Paula Lima, é uma boa amostra de suas intenções (e de seu êxito), injetando tratamento eletrônico num samba de pegada nordestina, próximo ao baião. Em seguida, Deitado num girassol é canção de atmosfera psicodélica, com letra que traduz com sensibilidade os mistérios da paixão. Enquanto Medo e coragem entra no disco em duas versões: a de "acampamento", descontraída, tipo roda de violões em torno de fogueira; e, como faixa-bônus, a de "pista-rock", tensa e densa, mais de acordo com a crônica urbana do tema. Também urbanóide e urgente é o rock Um cano de revólver (e os últimos segundos da minha vida), canção de riffs e imagens poéticas fortes. Ao lado das boas composições autorais, Dan faz curiosas releituras de Cotidiano (Chico Buarque), que ganha pulsação techno-funk, e da canção de domínio público Se essa rua, que vira um mantra eletrônico. Em meio a essas tentativas de traduzir em texto o que as canções de O primeiro círculo oferecem, nunca é demais apelar para a máxima do inventor de sons suíço-baiano Walter Smetak: "Falar de música é uma besteira, fazer é uma loucura!". E Dan Nakagawa (como esse disco, seu currículo e o aval de Nando Reis, Lulu Santos e Jorge Mautner confirmam) faz essa saudável loucura. Antonio
Carlos Miguel é crítico de O Globo, faz parte Júri
do Prêmio TIM de Música e é membro e votante do
Grammy Latino.
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