Germano Mathias - Ginga no Asfalto - DVD

Considerado o nome que mais representa o samba paulistano, o
cantor e compositor Germano Mathias comemora 52 anos de carreira
lançando o DVD Ginga no Asfalto (www.luamusic.com.br),
dirigido pelos cineastas André Rosa e Guilherme Vergueiro.
Produzido com patrocínio da Petrobras e filmado durante
apresentações ao vivo mas sem público,
na casa noturna Vila do Samba e na Escola de Samba Vai-Vai,
ambas em S. Paulo, traz quase duas dezenas de músicas
da história de Germano e seu estilo sincopado inconfundível.
No vídeo de 54 minutos, que tem direção
musical e artística do pianista Guilherme Vergueiro,
Germano, que foi um dos maiores vendedores de discos nas décadas
de 50 e 60, canta seus sucessos acompanhado do Quinteto Branco
e Preto, Raul de Souza, Bocato, Guilherme Vergueiro, Osvaldinho
da Cuíca, Luizinho Sete Cordas, Alex Buck, dentre outros.
No repertório músicas como A Situação
do Escurinho (Paderinho da Mangueira), Falso Rebolado (Venâncio/Jorge
Costa), Guarde a Sandália dela (Sereno/Germano Mathias)
e A História de um Valente (Nelson Cavaquinho/José
Ribeiro).
Nascido
em 02/06/34, no bairro Pari (S. Paulo), Germano começou
a carreira em 1955 e um ano depois gravou um 78rpm com as músicas
Minha Nega na Janela e Minha Pretinha. Seu primeiro LP Germano
Mathias, o Sambista Diferente (1957) fazia referência,
no título, a seu jeito diferente, sincopado, de interpretar
sambas e ao acompanhamento percussivo feito por uma tampa de
lata de graxa.
Nessas cinco décadas de Germano gravou 19 LPs e vários
compactos, participou dos filmes O Preço da Vitória
e Quem Roubou Meu Samba e recebeu, em 1967, diploma de Bacharel
do Samba da Ordem da Palheta Dourada, dado Escola de Samba X-9,
de Santos (SP). Foi por causa disso que ganhou o apelido de
O Catedrático do Samba, do apresentador Randal Juliano,
que virou título do primeiro documentário sobre
Germano, dirigido por Alessandro Gamo e Noel Carvalho e lançado
em 2000.
A tampa da latinha de graxa, inseparável, tem origem
no tempo em que Germano gostava de acompanhar a batucada dos
engraxates nas rodas de samba das praças Clóvis
Bevilácqua e João Mendes, no centro de S. Paulo.
Sobre
os diretores
O
gaúcho André Rosa é formado pela ECA/USP
e tem especialização em Cinema de Animação
na Califórnia Institute of the Arts (Valencia, Califórnia/EUA).
Entre seus principais trabalhos está o documentário
Jamelão, sobre o famoso intérprete da Escola Estação
Primeira de Mangueira, produzido pela O2 Filmes (2004) e co-dirigido
com Guilherme Vergueiro. É também diretor dos
curtas Vozes da Morte, baseado em poema de Augusto dos Anjos
(1981) e Bustop (1982). Fez direção de produção
para Maldita Coincidência, de Sérgio Bianchi (1978)
e Infinita Tropicália, sobre os 15 anos do Tropicalismo,
de Adilson Ruiz (1981). Produziu mais de dois mil filmes publicitários,
desde 1984, nas produtoras Jodaf, Olhar Eletrônico, O2
Filmes, Conspiração, entre outras.
O paulista Guilherme Vergueiro é pianista, compositor,
arranjador e produtor musical e, em mais de 35 anos de carreira,
em uma dezena de discos lançados, dedica-se à
interpretação do samba, choro e bossa nova especialmente.
No início dos anos 70, trabalhou com o quinteto do lendário
baterista Edison Machado. Mudou-se para os Estados Unidos em
duas épocas, nos anos 70, quando viveu em Nova York e
foi diretor musical do night club Cachaça e nos anos
90, em Los Angeles, onde formou a Guilherme Vergueiro Brazilian
Big Band, que atuou com sucesso. É autor, com o trombonista
Raul de Souza, da trilha sonora do filme de Lost Zweig, Sylvio
Back.
Os diretores falam sobre o DVD Ginga no Asfalto
“Em relação ao formato narrativo, repetimos
a fórmula adotado no documentário Jamelão:
o próprio artista define os assuntos sobre os quais quer
falar, os lugares onde quer estar e as músicas gravadas.
Nossa interferência é mínima, assim como
é quase nenhuma a presença e opinião de
terceiros, como críticos e estudiosos. É a visão
do artista sobre si que nos interessa. Em contrapartida, nosso
compromisso é proporcionar condições para
que o intérprete possa se colocar da melhor maneira possível.”