Jards Macalé

O cantor e compositor Jards Macalé retoma, no título
de seu nono disco Amor, Ordem & Progresso, a discussão
sobre a falta da palavra Amor no lema da bandeira brasileira,
já que este foi inspirado no movimento positivista de
Augusto Comte, que pregava “O amor por princípio,
a ordem por base e o progresso por fim”. O tema está
no CD em Positivismo, de Noel Rosa e Orestes Barbosa, que versa
sobre uma mulher que desprezou a tal ‘lei’.
“Não
seria demais acrescentar o amor ao nosso lema, principalmente
agora em que vivemos um momento de tanta violência”,
sentencia Macalé, que, enquanto não consegue inserir
a preciosa palavra na nossa bandeira, luta por isso em seu novo
trabalho. São 12 canções e o assunto varia
de paixão, abandono, ironia, alegria, mas em quase todas
está a palavra amor.
O
novo disco, de clima mais intimista, tem a missão de
suceder o elogiado álbum Macalé Canta Moreira
(Lua Discos/2001), no qual Jards pagou tributo ao amigo Moreira
da Silva e seus históricos sambas de breque. Para fazer
a transição foi fundamental o papel do co-produtor
Moacyr Luz, que trabalha com Macalé desde o CD anterior.
Com
produção baseada sempre em seu precioso violão,
Macalé apresenta músicas próprias (Amo
Tanto, Canção Singela e Pano pra Manga, as duas
últimas em parceria com Xico Chaves) e revisita nossos
‘clássicos’ como Consolação
(Baden Powell e Vinícius de Moraes), Roendo as Unhas
(Paulinho da Viola) e Manhã de Carnaval (Luís
Bonfá e Antonio Maria).
Jards
Anet da Silva, seu nome verdadeiro, é figura vital da
música brasileira. Entre seus parceiros estão
Vinícius de Moraes, Torquato Neto e Waly Salomão.
Atuou em discos históricos da nossa música como
Transa (73, Caetano Veloso) e A Todo Vapor (72, Gal). Como ator,
participou de filmes de Nelson Pereira dos Santos e Leon Hirzman.
Fez trabalhos de artes visuais com Hélio Oiticica, Lygia
Clark e Rubens Gerschman.
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The
singer and composer Jards Macalé, resumes the discussion
about the missing of the word Amor (Love) from Brazilian flag
motto, in the title of his ninth album Amor, Ordem & Progresso,
inspired in positivism movement by August Comte, who preached
`Love as principle, Order as basis and Progress as the end`. The
theme is in the CD in Positivismo by Noel Rosa and Orestes Barbosa,
in which talks about a woman who ignored such law.
´It
wouldn´t be too much to add Love to our motto, mainly now
we are living a great violence moment´ sentences Macalé,
that while he can´t insert the precious word in our flag,
he struggles for this in his new work. There are 12 songs and
the subject varies from passion, abandonment, irony, happiness
but in almost all of them there is the word Love
The
new CD has the mission of succeding the praised album Macalé
sings Moreira (Lua Discos/2001) in which Jards tributed his friend
Moreira da Silva and his historical samba de breque. It was fundamental
for the transition the role of his co-producer Moacyr Luz, who
works with Macalé since the previous CD.
With the production based always in his precious guitar, Macalé
introduces his own songs (Amo Tanto, Canção Singela.
and Pano pra Manga, the last two in partnership with Xico Chaves)
and he also revisits ´classics´ as Consolação
(Baden Powell and Vinícius de Moraes), Roendo as Unhas
(Paulinho da Viola) and Manhã de Carnaval (Luis Bonfá
and Antonio Maria)
Jards Anet da Silva, his real name, is a vital character in Brazilian
music. Among his partners there are Vinícius de Moraes,
Torquato Neto and Waly Salomão. Acted in historical albuns
of our music as Transa (73, Caetano Veloso) and A Todo Vapor (Gal
Costa). As actor, participated in films by Nelson Pereira dos
Santos and Leon Hirzman and also visual arts with Hélio
Oiticica, Lygia Clark and Rubens Gerschman.
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Amor, Ordem & Progresso |
| 01.
Consolação
(Baden Powell/Vinícius de Moraes) |
| 02.
Samba da Pergunta
(Pingarilho/Vasconcellos) |
| 03.
Falam
de mim (Noel Rosa / Éden Silva / Anibal
Silva) |
| 04.
Canção
Singela (Canção Singela / Xico Chaves) |
| 05.
Meu amor me agarra
& Geme & Treme & Chora & Mata (Jards
Macalé / Capinan) |
| 06.
Amo tanto
(Jards Macalé) |
| 07.
Foi a noite
(Tom Jobim /Newton Mendonça) |
| 08.
Roendo
as unhas (Paulinho da Viola) |
| 09.
Por causa dessa
cabocla (Ary Barroso / Luiz Peixoto) |
| 10.
Manhã
de Carnaval (Luis Bonfá / Antonio Maria)
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| 11.
Positivismo
(Noel Rosa / Orestes Barbosa) |
| 12.
Pano
pra Manga (Jards Macalé / Xico Chaves) |
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Macalé
Canta Moreira |
| 01.
Acertei no Milhar
(Wilson Batista/ Geraldo Pereira) |
| 02.
Piston
de Gafieira (Billy Blanco) |
| 03.
Amigo
Urso/ A Resposta Do Amigo Urso (Henrique Gonzalez
- Maria Nazaré Maia - Moreira da Silva)
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| 04.
Margarida
(Zózimo Ferreira/ Moreira da Silva) |
| 05.
Na
Subida Do Morro (Moreira da Silva/ Ribeiro Cunha)
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| 06.
Olha o Padilha
(Ferreira Gomes/ Bruno Gomes/ Moreira da Silva) |
| 07.
O Rei Do Gatilho
(Miguel Gustavo) |
| 08.
Choro Esdrúxulo
(Zé Ferreira/ Moreira da Silva) |
| 09.
Samba Aristocrático
(José Dilermando/ Moreira da Silva) |
| 10.
O Último
Dos Moicanos (Miguel Gustavo) |
| 11.
Tira os Óculos
e Recolhe o Homem (Jards Macalé/ Moreira da
Silva) |
| 12.
Moreira Na Ópera
(Henrique Batista/ Marília Batista - citação:
" O Guarani" Carlos Gomes) |
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Imprensa:
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Trechos
de opiniões da imprensa sobre o CD Macalé Canta
Moreira:
"Coisa
séria: Jards debulhando no samba-de-breque, que foi invenção
do legendário Moreira, cantor e malandro profissional.
O disco traz clássicos do samba, Pistom de Gafieira,
Na Subida do Morri, Acertei no Milhar, tudo com a marca de Macalé.""-
Revista MTV São Paulo, junho de 2001
"(...)
claro que Macalé não embarca na canoa das interpretações
óbvias. Com ótimos arranjos, ele continua brincando
com um repertório que sempre foi regido pelo bom humor.
Por que a FM não toca? - Maurício Kubrusly
Revista Chiques e Famosos São Paulo (SP)
08/06/01.
"Na
subida do morro me contaram, e já era fácil prever,
que o CD de Jards Macalé cantando a obra de Moreira da
Silva (Macalé canta Moreira) é a melhor homenagem
feita ao sambista morto há dois anos. (...) Querem matar
o samba de breque, mas Macalé, o último dos moicanos,
não pretende dar mole." - Joaquim Ferreira dos Santos
- Jornal do Brasil Rio de Janeiro (RJ) 08/05/01.
"(Macalé)
revive como criador os temas de gafieira, do humor e da "malandragem"
pré diluviana do samba de breque com larápios
épicos da Lapa fugindo da "jungusta" (polícia),
sem pejo para incorreção política de coisas
como "bater numa mulher que não é sua"
(Na Subida do Morro), "macaca" e "tiziu"
(Olha o Padilha), que podem ser ouvidas como são, datadas,
mas nem por isso irrelevantes." - Antônio Siúves
- Jornal O Tempo Belo Horizonte (MG) 07/05/01.
"Quem
espera versões anárquicas dos clássicos
do Moreira no melhor estilo Macalé há
de se contentar com a primeira faixa, Acertei no milhar. Nesta,
o samba-de-breque harmônica e ritmicamente desconstruído
é, sobretudo, samba de black. A partir daí, imperam
as versões fiéis ao estilo de Moreira. (...) A
exceção é Choro Exdrúxulo, com um
arranjo minimalista criado pelo próprio Macalé
para violão, fagote e percussão. - Júlio
Moura - Jornal Tribuna da Imprensa Rio de Janeiro (RJ)
- 27/04/01.
"Jards
Anet da Silva presta um serviço à memória
da MPB, mas vai muito adiante: canta com graça e recupera
com inteligência um capítulo da cultura brasileira
que não cesssou de interessar, mesmo com o encantamento
do seu criador: Makalensky Morengueira de Visconti acertou no
milhar". - João Paulo - Estado de Minas Belo
Horizonte (MG) 03/05/01.
"Macalé
se encaixa à perfeição no repertório
mas, é claro que tem seu jeito de ver as coisas. É
esse jeito que atualiza e redimensiona a obra de Moreira."
- Juarez Fonseca Diário ABC Domingo Porto
Alegre (RS) 10/06/01.
"No
disco de Jards (Macalé Canta Moreira), a voz inconfundível
do intérprete assume encantadoramente os trejeitos de
Moreira e revive nas canções a fina e deliciosa
ironia de falsetes, frases faladas, gírias e onomatopéias
tão caras ao mestre." - Felipe Araújo
Diário do Nordeste Fortaleza (CE) 16/05/01.
"Macalé
aparece em grande forma, passando a limpo o repertório
divertido e inteligente dos samba-de-breques de Kid Morengueira."
- Luís Lasserre - Jornal A Tarde Salvador (BA)
- 06/05/01.
"(...)
O suingue de Macalé se encaixa com exatidão nos
tiques do saudoso Kid Morengueira, (...). Como o velho Moreira
gostava, os arranjos são de gafieira. Não faltam,
nos temas, pequenos calotes, paqueras proibidas e outras malandragens.
Há, inclusive, uma ótima versão de "O
Rei do Gatilho", uma sátira carioca ao faroeste.
Impagável". - Ranulfo Pedreiro, Folha de Londrina/Folha
do Paraná (PR), 27/05/01.
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