Moacyr Luz

"A
Sedução Carioca do Poeta Brasileiro" é
o sétimo disco do cantor e compositor Moacyr Luz, que
desta vez surpreende: em vez dos habituais excelentes parceiros,
musicou obras de vários poetas brasileiros que enalteceram,
em épocas distintas, o Rio de Janeiro e seus encantos.
Aqui, a Cidade Maravilhosa nos é apresentada como num
caleidoscópio, com pontos de vista diferentes para locais
e situações também distintos. Não
falta obviamente a natureza privilegiada com suas praias e montanhas,
o povo com seu costumeiro bom humor, as situações
do cotidiano da Zona Sul e do subúrbio, mas desta vez
o paradisíaco disputa espaço com o violento e
o selvagem, hoje obrigatoriamente partes desse cartão
postal mundial.
Cada
poeta falou um pouco sobre o Rio de Janeiro. Entre eles, nomes
do porte de Ferreira Gullar (Poema Sujo) e Vinícius de
Moraes (Praia do Pinto), passando por Carlos Drummond de Andrade
(VII - Rio de Janeiro), Elisa Lucinda (Olha Que Coisa Mais Linda
Mais Cheia De Garça) e Aldir Blanc (Cantiga das Ilhas).
O
cantor e seu violão têm acompanhamento do consagrado
sexteto de choro Água de Moringa. Outros destaques são
a inspirada capa desenhada pelo ilustrador Lan e os comentários
emocionados - por vezes irreverentes - do humorista Jaguar,
faixa-a-faixa. Dois monstros sagrados do folclore carioca.
Moacyr,
em mais de duas décadas de carreira, tem colecionado
elogios da crítica especializada. Possui mais de uma
centena de músicas gravadas por nomes com Gilberto Gil,
Maria Bethânia e Nana Caymmi. Seu samba Saudades da Guanabara,
parceria com Aldir Blanc e Paulo Cesar Pinheiro e cantada por
Beth Carvalho, foi adotada como o hino não-oficial do
Rio de Janeiro. Estreou em 1988 com o LP Moacyr Luz, já
editado em CD, vindo em seguida Vitória da Ilusão
(95), Mandingueiro(98), Na Galeria( 2001 ), Samba da Cidade
( 2003 ) e Voz e Violão (2005).
A
SEDUÇÃO CARIOCA DO POETA BRASILEIRO é um
trabalho cheio de caminhos para quem quiser se deixar seduzir
por esse encanto.
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Moacyr
Luz is considered one of the most prominent composers of his generation.
Having more than 130 songs recorded by artists such as Maria Bethania,
Gilberto Gil, Leny Andrade, Leila Pinheiro, among others.
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A
Sedução Carioca do Poeta Brasileiro
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| 01.
Noite
Carioca (Moacyr
Luz e Murilo Mendes) |
| 02.Poema
Obsceno (Moacyr Luz e Ferreira Gullar) |
| 03.Elegia
Inútil (Moacyr
Luz e Manuel Bandeira) |
| 04.Coisa
mais linda mais cheia de garça (Moacyr
Luz e Elisa Lucinda) |
| 05.3x4
(Moacyr Luz e Armando Freitas
Filho) |
| 06.Copacabana
Noctívaga
(Moacyr Luz e Ariel Marques)
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| )07.Méier
(Moacyr Luz e Luiz Paiva de Castro) |
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08.Carnavais(Moacyr
Luz e Geraldo Carneiro)
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09.Cantiga
das Ilhas (Moacyr
Luz e Aldir Blanc) |
| 10.
VII - Rio de Janeiro
(Moacyr
Luz e Carlos Drummond de Andrade)
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| 11.
Praia
do Pinto (Moacyr Luz e Vinicius de Moraes) |
| 12.As
cantadas ((Moacyr
Luz e Mário de Andrade)
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Samba
da Cidade
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| 01.
Tudo
que eu vivi
(Wilson das Neves/Moacyr Luz) |
| 02.Vila
Isabel (Moacyr Luz /Martinho da Vila) |
| 03.Som
de prata (Moacyr
Luz / Paulo César Pinheiro) |
| 04.Zuela
de oxum
(Moacyr Luz /Martinho da Vila) |
| 05.Vinte-e-sete-zero-nove
(Moacyr Luz/ Nei Lopes)
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| 06.Você
não parece mais você
(Moacyr Luz/ Aldir Blanc)
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| 07.Briga
de família
(Moacyr Luz/Wilson Moreira |
| 08.Faça
chuva ou faça sol (Moacyr
Luz/ Aldir Blanc) |
| 09.Mitos
cariocas:Lan (Moacyr
Luz/ Aldir Blanc) |
| 10.
Praça de
Mauá: que mal há? (Moacyr
Luz/ Aldir Blanc)
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| 11.
Eu
só quero beber água (Moacyr Luz) |
| 12.Cabô,
meu pai
((Moacyr Luz/
Aldir Blanc/Luiz Carlos da Vila)
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Na
Galeria
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| 01.Leva
Meu Coração (Roberto Martins/Mario
Lago) |
| 02.Remorso
(Padeirinho) |
| 03.Coberto
de Ouro (Waldemar
Gomes/ Afonso Teixeira) |
| 04.
Ao Amanhecer
(Cartola)
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| 05.Não
Gostei dos Teus Modos (Pixinguinha/João da Baiana)
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| 06.Momentos
de Tristeza
(Herilvelton Martins/Popeye do Pandeiro)
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| 07.Retiro
(Paulinho da Viola) |
| 08.Canção
das Infelizes (Donga/Luís Peixoto)
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| 09.Três
por Acaso (Gereba/Capinan)
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| 10.
Cidade Mulher
(Noel Rosa) |
| 11.
Prece ao Sol
(Candeia) |
| 12.Tantas
Primaveras (Mestre Fuleiro) |
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Texto
de Luis Fernando Veríssimo sobre o CD "Na Galeria":
"Tenho
algumas boas lembranças musicais. Vi o Charlie Parker e o Dizzy
Gillespie tocando juntos no velho "Birdland", vi o Miles Davis
no tempo em que ele e a banda ainda usavam fatiotas da Brooks Brothers,
vi o Thelonius Monk tocando piano com um chapéu de chinês
na cabeça e o Von Karajan regendo a Filarmônica de Berlim
e a Silvinha Telles no Beco das Garrafas e a Elizete Cardoso no Cangaceiro
e uma noite, bebendo cerveja e comendo pastel de bacalhau no bar da
dona Maria, vi o Moacyr Luz e o Aldir Blanc tocando e cantando durante
horas. Este disco me trouxe de volta aquele emoção. Aqui
está todo o sortilégio da Zona Norte do Rio, esse mundo
de velhos e novos compositores de boteco e de escola de samba e suas
obras primas muitas vezes desconhecidas ou esquecidas, esse respeito
pela tradição que não exclui a experimentação,
esta aparente simplicidade que no fundo é sofisticação
despojada - enfim, esta maravilha. A voz do Moacyr consegue ser contemporânea
e evocativa ao mesmo tempo, e sua homenagem a esta galeria inclui algumas
audácias: só o Moacyr para transformar o "Ao amanhecer"
do Cartola numa espécie de "canto hondo" suburbano.
Maravilha. Só senti falta do pastel de bacalhau."
Luis Fernando Verissimo
Imprensa:
Opiniões
de imprensa sobre o CD Na Galeria de Moacyr Luz
"Em
uma seleção primorosa, o compositor Moacyr Luz registra
12 faixas de autores como Capinan, Noel Rosa, Candeia (...). (...) Moacyr
(violão), faz o menos se transformar em mais e toca acompanhado
apenas de Carlinhos
Sete Cordas (violão) e Beto Cazes (percussão)". Djalma
Campos, revista Raça, São Paulo, maio de 2002
"O
cantor e violonista carioca driblou obviedades, preferindo Ao Amanhecer
à surrada As Rosas Não Falam, do Cartola, ou Retiro, de
Paulinho da Viola, em vez de Sinal Fechado. Ele revela-se um intérprete
primoroso, capaz de tocar Cidade Mulher, de Noel Rosa, quase como se
fosse João Gilberto. (...)." Rodrigo
Pereira, revista Veja São Paulo, 29/05/02
(...)
Moacyr optou por uma formação minimalista, apenas ele
ao violão, Carlinhos Sete Cordas revezando no violão de
7 e cavaquinho, e Beto Cazes na percussão, para revelar o brilho
desses diamantes que estavam escondidos num fundo falso da história
da música brasileira. Em meio a estes mestres, ele garimpou um
samba de autoria dos baianos Gereba e Capinan, "Três por
acaso", que nada deixa a dever aos mestres". - Jornal O Povo,
Fortaleza (CE), 13 de março de 2002.
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