Paulo Carvalho - De Longe

Cantor e compositor Paulo Carvalho lança ‘De
Longe’
CD,
que tem produção conjunta de Fernando Catatau
(Cidadão Instigado) e de Kalil Alaiê, traz músicos
como Maurício Takara, Rian Batista e Marcelo Jeneci
O
cantor e compositor paulistano Paulo Carvalho lança seu
primeiro CD, De Longe. Mostra músicas próprias
e versões criativas de sucessos de Elton John (Donner
pour Donner) e Luis Enrique (No tienes que pedir permisso).
A maior parte das músicas tem a parceria da irmã
Luciana de Carvalho.
O trabalho, com produção conjunta de Kalil Alaiê
e do guitarrista Fernando Catatau (Cidadão Instigado),
premiado como melhor compositor de 2005 pela APCA, pode ser
definido como uma ‘música brasileira contemporânea’
com influências que vão da bossa nova ao pop. Participam
do CD, nomes da nova cena musical paulistana como Maurício
Takara, Rian Batista, Guilherme Kastrup, Marcelo Jeneci e Regis
Damasceno.
Paulo, que também é escritor e psiquiatra, circula
neste cenário desde 1999. Em seu trabalho, resgata antiga
escola de cantores que não apenas compunham canções
refinadas, mas que também emprestavam suas vozes à
música de outros criadores, num ambiente de vanguarda
e, principalmente, de simplicidade. Entre suas influências,
cita a parceria pré-bossa-nova de Tom Jobim e Newton
Mendonça, sem esquecer nomes como Jorge Drexler, Beck,
Caetano Veloso, Jon Brion, Sean Lennon e Stevie Wonder.
O trajeto da viagem sonora se inicia com Algo demais, uma bela
canção de amor que Paulo entoa de maneira delicada
e inspirada. De repente, de sonoridade setentista, bem ao gosto
de Catatau, tem violinos e rabeca pontuando os versos “Mas
tenta inutilmente aprender/ com o amor e os desencontros/ que
ele pode oferecer/ só eu sei quanto custa saber”.
Sem Cobranças, Por que voltar? Única Escolha e
À Luz dos Enganos, formam o conjunto de seis canções
dos irmãos, afinadíssimos em harmonias, melodias
e letra.
Nas releituras, Paulo diz buscar as canções como
se as tivesse composto. Donner pour donner, composição
franco-inglesa de Bernie Taupin e Michel Berger, gravada originalmente
por Elton John e France Gall (1981), ganha versão ainda
mais lírica com participação de Estela
Cassilatti (Nouvelle). De longe, de Marcelo Quintanilha, esperou
quase uma década para chegar ao disco e, coincidentemente,
fala de espera e ausência.
Também No tienes que pedir permisso, sucesso do cantor
nicaragüense de salsa Luis Enrique, aborda a redenção
dos apaixonados que superam distâncias e Paulo, com golpe
de mestre, transforma o tom do original em leve balada. Assim,
também leve, é sua versão para o ‘clássico’
Is it okay if I call you mine, de Paul McCrane, um dos hits
da trilha sonora do filme Fame.
Paulo explica: “Não segui uma linha pré-definida,
tem influências do mundo todo... rock, balada, canção
brasileira, beat eletrônico. São ritmos de todos
os lugares e não foi intencional. Só percebemos
quando, ao final do projeto gráfico, os aviões,
o céu e a janelinha do avião, refletiam as vivências
amorosas expostas nas canções em várias
línguas e ritmos e De Longe tornou-se o título
essencial.”