Seleção
de trechos de opiniões da imprensa sobre o CD "Garotas
Boas..." de Rebeca Matta:
"Rebeca
Matta é a estranha diva do trip hop de que Salvador sempre
precisou: contemporaneidade em doses cavalares de guitarras
ruidosas, samplers, computadores, palavras cantadas na cara
da realidade, assuntos contemporâneos e, sobretudo, um
vínculo com o canto brasileiro originário. Seu
segundo CD marca uma evolução na base instrumental,
mais agressiva. A voz é firme e bonita. Entre Daniela
e Ivete, é melhor escolher Rebeca". - Luís
Antonio Giron Gazeta Mercantil Cad. Fim de Semana
(S. Paulo) - 08/12/00
"Quando
Rebeca Matta canta os versos de Ataulfo Alves, "quero morrer
numa batucada de bamba, na cadência bonita do samba",
não há cadência, o samba está desconstruído
com um jogo de cordas oriental à Ryiushi Sakamoto e os
bambas estão tocando sintetizadores, guitarras e teclados.
Na Cadência do Samba é outra das contribuições
revisonistas da cantora em seu novo disco, Garotas Boas..."
- Jotabê Medeiros O Estado de São Paulo
- Caderno 2 08/12/00
"O
som de Rebeca Matta em seu segundo CD é uma evolução
do primeiro, Tantas Coisas. Naquele, ela passeava pela eletrônica
de maneira mais sutil, acanhada. A experiência de palco
trouxe realmente mais vigor para a mistura, (...). As releituras
são fortes e reproduzem a sua vontade de experimentar
como o dos que a rodeiam." - Bruna Monteiro de Barros
Folha de São Paulo Ilustrada 10/12/00
"O
termo novidade há muito virou clichê na pós-modernidade
(...) nossa de cada dia, é verdade, mas é um substantivo
feminino que faz sentido para designar Rebeca Matta. (...) Eleita
artista revelação de 1999 pela APCA (...), a baiana
volta ainda mais inspirada com Garotas. (...), o álbum
aprimora o mix de rock, pop industrial e MPB (...) que faz a
cabeça bonita e estilosa da moça". - Hagamenon
Brito Revista Showbizz São Paulo
Janeiro de 2001
"Os
longos dreadlocks e os olhos vermelhos de lente de contato escondem
uma garota que, como boa baiana, tem fala mansa. Mas cantando,
Rebeca Matta se transforma. A voz se disvirtua e se dilui em
meio a samplers e guitarras distorcidas..." - Adriana Ferreira
Folha de São Paulo - Guia da Folha 08/12/00.
"Quem
procura o novo na música brasileira deve dar uma passada
hoje e amanhã no Sesc Pompéia, quando ela (Rebeca
Matta) estará fazendo os shows de lançamento do
álbum (Garotas Boas Vão Pro Céu...)."
- Marcos Pinho Diário Popular - Caderno Revista
São Paulo 09/12/00)
"Nem
toda menina baiana tem um axé que Deus dá. Na
coragem de seu segundo título, (...) Rebeca Matta afronta
os cânones do conterrâneos e embrenha-se pela eletrônica
de ponta munida de xaxado, maracatu e outros sambas loucos.
(...) A zoeira eletrônica está domada com perícia
como se ouve no entroncamento com o xaxado de zabumba e triângulo,
Mal Necessário (Mauro Kwitko)." - Tárik de
Souza Jornal do Brasil Caderno B Rio de
Janeiro, 30/01/2001
"Garotas
Boas... , (...), é lâmina afiada impondo-se em
novos conceitos de cultura, rock, feminismo e música
baiana. (...). Vocais potentes, poesia sensual, urgente e até
sentimental, um supergrupo liderado pela tecladista e produtor
andré t. que é afinal a melhor banda de
rock pesado e eletrônico do Brasil fazendo a síntese
do hard rock com a música eletrônica (com interferência
do mago da percussão, o multiartista Loop B) e a velha
e boa tradicional música brasileira. (...) Rebeca está
com tudo. O disco, numa frase, é simplesmente perfeito."
- Jorge Barbosa Jornal International Magazine
Rio de Janeiro, Dezembro de 2000
"(Em
Garotas Boas... Rebeca Matta) retorna mais decidida em relação
ao rock. Mas não abriu mão das texturas digitais.
Como no trabalho de estréia (Tantas Coisas), ela divide
o CD entre composições próprias e releituras
vigorosas de músicas como "O ronco da cuíca"
(João Bosco e Aldir Blanc) ou "Na cadência
do samba" (Atualfo Alves), provando que a moderna criação
baiana não se restringe ao balanço dos quadris".
- Ivan Claudio Revista Isto É São
Paulo, 17/01/01
"(Rebeca
Matta) mostra que aprendeu muito bem a misturar berimbau e samba
a samplers, guitarras distorcidas e sintetizadores. A fusão
resulta ora em um rock com sotaque baiano, ora em MPB com levadas
trip hop. (...) E Rebeca é exatamente isso: uma rebelde
da cena musical baiana". - Silvia Ruiz - Revista Isto É/Gente
São Paulo, 25/12/00
"O
título quilométrico, sim senhor, confirma as intenções
desta baiana ousada que mergulha na atmosfera da música
eletrônica, com um forte sotaque roqueiro e sem dispensar
elementos brasileiros nas 13 faixas bem legais. Barulhento sim,
mas nada de pedantismo ou sons para iniciados". - Vilmar
Ledesma Diário Popular São Paulo
25/12/00
(Rebeca)
funde modernidade e tradição (a nordestina, em
especial) com personalidade" - Mauro Ferreira - O Dia
02/01/01 Rio de Janeiro RJ
"(Garotas...)
mistura acústico e eletrônico sem ser laboratório
de bobagens. Boa compositora ("É que a vida é...",
belíssima), Rebeca também relê Tom Zé,
Chico Science ("A cidade", vigorosa) e João
Bosco." - Mário Marques O Globo 02/01/01
Rio de Janeiro RJ
"O
álbum (Garotas...) produzido por andré t., define
melhor a música de Rebeca Matta: é rock e pop
industrial que subvertem a MPB (com releituras originais de
clássicos e uso de ritmos nordestinos) e têm uma
postura feminina nas letras. (...) Rebeca também exibe
crescimento autoral em "Seja lá o que for",
"O olho nu" e "Um beijo no escuro". (...)
É, Rebeca Matta é uma boa garota má. Ponto
para ela." - Hagamenon Brito Correio da Bahia
07/12/00 Salvador (BA).
"No
novo disco (de Rebeca Matta), a eletrônica continua como
uma pesada nuvem negra sobre o trabalho da cantora, mantendo
a estática tensionada sobre sua música. (...)
Mas, novamente, é em suas letras que ela se define. E
se no disco passado, olhava esperançosa para o futuro
("Não vou seguir nem ressentir o meu passado/ E
o meu futuro é cada instante/ Só cabe a mim fazer"),
agora transforma esperança em destemor e dispõe-se
a ir ("Eu vou andar por aí/ Num dia quente de sol/
Não sei se vou voltar"). Vai Rebeca, faz a tua arte."
- Alexandre Matias Correio Popular (Campinas SP)
09/12/00