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Rebeca Matta



Rebeca Matta, que recebeu o prêmio APCA de cantora-revelação de 1999, acaba de lançar seu segundo CD pela Lua Discos, “Garotas Boas Vão Pro Céu, Garotas Más Vão Pra Qualquer Lugar”. O disco vem com a missão de suceder seu muito elogiado CD de estréia Tantas Coisas, lançado em 98 e que rendeu críticas positivas nos mais representativos meios de comunicação do Brasil. Rebeca é baiana mas traz uma outra música de Salvador: usa samplers, computadores e guitarras distorcidas flertando com trip hop e pop industrial. Traço marcante de seu trabalho, como intérprete ou compositora, é a maneira criativa como ela -- juntamente com o produtor andré t - trabalha com a música eletrônica, base sobre a qual costura as diversas influências da sua música. Vai do popular ao erudito, revisita a MPB, a música nordestina e afirma, com muita contemporaneidade, linhas do rock e do pop industrial, com destaque para o trip hop. O novo disco além de músicas próprias além versões para sucessos de Chico Science, Manu Chao, Tom Zé e João Bosco.




Rebeca Matta presents her second CD Garotas Vão Pro Céu, Garotas Más Vão Pra Qualquer Lugar. Work that surpasses the limit between the MPB, Rock, the rhythms from northeast of Brazil and electronic music, in lyrics that match poetry, concern and feminine positioning. Rebeca is from Bahia but brings another music from Salvador. She uses samplers, computers and distorted guitars flirting Rock, Trip Hop and Industrial Pop.

 




Garotas boas vão pro céu garotas más vao pra qualquer lugar
01.É que a vida é... (Rebeca Matta)
02.Xique-Xique (Tom Zé e José Miguel Wisnik)
03.Garotas boas vão pro céu, garotas más vão pra qualquer lugar ( Rebeca Matta)
04.Seja lá o que for (Rebeca Matta)
05.O olho nú (Rebeca Matta)
06.Mal necessário (Mauro Kwito)
07.A mentira (Manu Chao - Versão: Rebeca Matta)
08.Um beijo no escuro (Rebeca Matta)
09.A cidade (Chico Science)
10. O Ronco da cuíca (João Bosco e Aldir Blanc)
11. Pra que sofrer ? (Rebeca Matta)
12.Na cadência do Samba ( Ataulfo Alves, Paulo Gesta e Matilde Alves)
13.A novidade (Vandinho)


Imprensa:

Seleção de trechos de opiniões da imprensa sobre o CD "Garotas Boas..." de Rebeca Matta:

"Rebeca Matta é a estranha diva do trip hop de que Salvador sempre precisou: contemporaneidade em doses cavalares de guitarras ruidosas, samplers, computadores, palavras cantadas na cara da realidade, assuntos contemporâneos e, sobretudo, um vínculo com o canto brasileiro originário. Seu segundo CD marca uma evolução na base instrumental, mais agressiva. A voz é firme e bonita. Entre Daniela e Ivete, é melhor escolher Rebeca". - Luís Antonio Giron – Gazeta Mercantil – Cad. Fim de Semana – (S. Paulo) - 08/12/00

"Quando Rebeca Matta canta os versos de Ataulfo Alves, "quero morrer numa batucada de bamba, na cadência bonita do samba", não há cadência, o samba está desconstruído com um jogo de cordas oriental à Ryiushi Sakamoto e os bambas estão tocando sintetizadores, guitarras e teclados. Na Cadência do Samba é outra das contribuições revisonistas da cantora em seu novo disco, Garotas Boas..." - Jotabê Medeiros – O Estado de São Paulo - Caderno 2 – 08/12/00

"O som de Rebeca Matta em seu segundo CD é uma evolução do primeiro, Tantas Coisas. Naquele, ela passeava pela eletrônica de maneira mais sutil, acanhada. A experiência de palco trouxe realmente mais vigor para a mistura, (...). As releituras são fortes e reproduzem a sua vontade de experimentar – como o dos que a rodeiam." - Bruna Monteiro de Barros – Folha de São Paulo – Ilustrada – 10/12/00

"O termo novidade há muito virou clichê na pós-modernidade (...) nossa de cada dia, é verdade, mas é um substantivo feminino que faz sentido para designar Rebeca Matta. (...) Eleita artista revelação de 1999 pela APCA (...), a baiana volta ainda mais inspirada com Garotas. (...), o álbum aprimora o mix de rock, pop industrial e MPB (...) que faz a cabeça bonita e estilosa da moça". - Hagamenon Brito – Revista Showbizz – São Paulo – Janeiro de 2001

"Os longos dreadlocks e os olhos vermelhos de lente de contato escondem uma garota que, como boa baiana, tem fala mansa. Mas cantando, Rebeca Matta se transforma. A voz se disvirtua e se dilui em meio a samplers e guitarras distorcidas..." - Adriana Ferreira – Folha de São Paulo - Guia da Folha – 08/12/00.

"Quem procura o novo na música brasileira deve dar uma passada hoje e amanhã no Sesc Pompéia, quando ela (Rebeca Matta) estará fazendo os shows de lançamento do álbum (Garotas Boas Vão Pro Céu...)." - Marcos Pinho – Diário Popular - Caderno Revista – São Paulo 09/12/00)

"Nem toda menina baiana tem um axé que Deus dá. Na coragem de seu segundo título, (...) Rebeca Matta afronta os cânones do conterrâneos e embrenha-se pela eletrônica de ponta munida de xaxado, maracatu e outros sambas loucos. (...) A zoeira eletrônica está domada com perícia como se ouve no entroncamento com o xaxado de zabumba e triângulo, Mal Necessário (Mauro Kwitko)." - Tárik de Souza – Jornal do Brasil – Caderno B – Rio de Janeiro, 30/01/2001

"Garotas Boas... , (...), é lâmina afiada impondo-se em novos conceitos de cultura, rock, feminismo e música baiana. (...). Vocais potentes, poesia sensual, urgente e até sentimental, um supergrupo liderado pela tecladista e produtor andré t. – que é afinal a melhor banda de rock pesado e eletrônico do Brasil – fazendo a síntese do hard rock com a música eletrônica (com interferência do mago da percussão, o multiartista Loop B) e a velha e boa tradicional música brasileira. (...) Rebeca está com tudo. O disco, numa frase, é simplesmente perfeito." - Jorge Barbosa – Jornal International Magazine – Rio de Janeiro, Dezembro de 2000

"(Em Garotas Boas... Rebeca Matta) retorna mais decidida em relação ao rock. Mas não abriu mão das texturas digitais. Como no trabalho de estréia (Tantas Coisas), ela divide o CD entre composições próprias e releituras vigorosas de músicas como "O ronco da cuíca" (João Bosco e Aldir Blanc) ou "Na cadência do samba" (Atualfo Alves), provando que a moderna criação baiana não se restringe ao balanço dos quadris". - Ivan Claudio – Revista Isto É – São Paulo, 17/01/01

"(Rebeca Matta) mostra que aprendeu muito bem a misturar berimbau e samba a samplers, guitarras distorcidas e sintetizadores. A fusão resulta ora em um rock com sotaque baiano, ora em MPB com levadas trip hop. (...) E Rebeca é exatamente isso: uma rebelde da cena musical baiana". - Silvia Ruiz - Revista Isto É/Gente – São Paulo, 25/12/00

"O título quilométrico, sim senhor, confirma as intenções desta baiana ousada que mergulha na atmosfera da música eletrônica, com um forte sotaque roqueiro e sem dispensar elementos brasileiros nas 13 faixas bem legais. Barulhento sim, mas nada de pedantismo ou sons para iniciados". - Vilmar Ledesma – Diário Popular – São Paulo – 25/12/00

(Rebeca) funde modernidade e tradição (a nordestina, em especial) com personalidade" - Mauro Ferreira - O Dia – 02/01/01 – Rio de Janeiro – RJ

"(Garotas...) mistura acústico e eletrônico sem ser laboratório de bobagens. Boa compositora ("É que a vida é...", belíssima), Rebeca também relê Tom Zé, Chico Science ("A cidade", vigorosa) e João Bosco." - Mário Marques – O Globo – 02/01/01 – Rio de Janeiro – RJ

"O álbum (Garotas...) produzido por andré t., define melhor a música de Rebeca Matta: é rock e pop industrial que subvertem a MPB (com releituras originais de clássicos e uso de ritmos nordestinos) e têm uma postura feminina nas letras. (...) Rebeca também exibe crescimento autoral em "Seja lá o que for", "O olho nu" e "Um beijo no escuro". (...) É, Rebeca Matta é uma boa garota má. Ponto para ela." - Hagamenon Brito – Correio da Bahia – 07/12/00 – Salvador (BA).

"No novo disco (de Rebeca Matta), a eletrônica continua como uma pesada nuvem negra sobre o trabalho da cantora, mantendo a estática tensionada sobre sua música. (...) Mas, novamente, é em suas letras que ela se define. E se no disco passado, olhava esperançosa para o futuro ("Não vou seguir nem ressentir o meu passado/ E o meu futuro é cada instante/ Só cabe a mim fazer"), agora transforma esperança em destemor e dispõe-se a ir ("Eu vou andar por aí/ Num dia quente de sol/ Não sei se vou voltar"). Vai Rebeca, faz a tua arte." - Alexandre Matias – Correio Popular (Campinas – SP) 09/12/00